Educação: Sindicatos querem rigor no recrutamento dos professores

19/09/2025 em Educação

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Educação: Sindicatos querem rigor no recrutamento dos professores

Os sindicatos agrupados na Frente Social exigem transparência e rigor no recrutamento dos professores para o ano letivo 2025/2026, manifestam interesse de serem “envolvidos” no processo em causa.

Na carta dirigida ao Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, no dia 15 de setembro, a qual Capital News consultou, organizações sindicais exigem um processo transparente e que respeita critérios de espacialização.

“Vossa excelência, nos últimos anos, temos acompanhado esse processo sem mínimo rigor e transparência, como tal, criou-se formato inédito de seleção, ao nível de Recursos Humanos do Ministério de Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, denominados Naturalmente, o processo de recrutamento faz-se mediante uma clara identificação de necessidades para cobrir números de vagas existentes nas escolas a nível nacional antes do início do ano letivo. O mais estranho e incompreensível, é recrutamento de pessoal de outras áreas do saber que não têm preparação pedagógica”, escreveu a Frente Social.

Na carta, organizações sindicais exortam ao Ministro de que “com base nesta estrutura suprarreferida o recrutamento, por exemplo, para professores de 1º e 2º ciclo, deve basear-se nos formados na Unidade Escolar 17 de Fevereiro, ENAC de Bolama e demais escolas vocacionadas para estes ciclos”, sublinhando que “ensinar exige vocação e preparação técnica”, pelo que de acordo com Frente Social “a pessoa pode ter vocação em transmitir conhecimento, mas tendo em conta a particularidade do Pré-escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário, essa pessoa precisa de ter formação na área pedagógica para poder lecionar nestes ciclos”.

“Contrariamente deste exposto, há algumas situações, que conhecemos, de cumplicidade dos Recursos Humanos do MENESIC que nos últimos tempos tem invertido, em certas escolas, a ordem de colocação, passando Guias de Marcha para ensino secundário (3º ciclo) à alguns professores formados para o ensino Básico (1º e 2º ciclo) e vice-versa. Vê-se um professor licenciado em língua portuguesa a dar aulas no 1º ciclo; um professor formado na economia a lecionar matemática”, lê -se.

De acordo com Frente Social, “esta mistura de alhos com bugalhos está a matar lentamente o sistema educativo”.

“(…) O antidoto para salvar o nosso sistema é pôr cada pedra no seu respetivo lugar”, exigiu a Frente Social que disse estar disposta a colaborar com o Ministério da tutela.

Por CNEWS

19/09/2025