WANEP-GB reprova “uso de violência “ contra povo

21/09/2025 em Sociedade

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WANEP-GB reprova “uso de violência “ contra povo

A Rede Oeste Africana para Edificação de Paz (WANEP-GB) reprovou “o uso da violência contra a população”, e disse que “deve ser banido o mais rapidamente possível” sob pena de o povo ser sancionar o poder nas urnas no próximo dia 23 de novembro de 2025.

“O povo é único detentor do poder. As armas, gás lacrimogéneos ou todo tipo de força, devem ser usadas para proteger o povo de forças externas e não contra o povo”, disse Denise dos Santos Indique na sua comunicação alusiva a celebração de Dia Internacional da Paz que se assinala este domingo, 21 de setembro.

Para a coordenadora da WANEP-GB , “descrever a paz num país subdesenvolvido como a Guiné-Bissau, significa ir para além da ausência de conflitos armados, focando no estabelecimento de condições que promovam o desenvolvimento sustentável tais como, a segurança alimentar, o acesso à educação, saúde de qualidade, a inclusão social, igualdade de género, o acesso a justiça e de instituições fortes e eficazes que garantam o bem-estar e a dignidade de todos os cidadãos, sem distinções de raça, cor, religião, de ideologia e convicção filosófica ou crença política”.

“Em suma, a paz é o resultado da justiça social, do respeito pelos direitos humanos e a participação democrática da população”, precisou Dos Santos Indique.

De acordo com ativista “a Guiné-Bissau, sendo um país com crescentes tensões e instabilidades políticas e governativas prolongadas, por tanto, neste dia tão importante, nunca é demais relembrar os valores da cultura de paz e da nãoviolência”, destacando “o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais, a promoção da não-violência, do diálogo e da resolução pacífica dos conflitos”.

“Ao aproximar das eleições gerais, e numa altura em que todas instituições Eletivas da República devem ser renovadas nas urnas, a paz não só deve servir do equilíbrio do poder, mas também deve ser a única via para garantir a igualdade de oportunidades para todos os políticos, garantindo assim uma escolha livre e independente da população”, descreveu.

Nestas circunstâncias, de acordo com Denise dos Santos “o papel das organizações da sociedade civil é mais do que nunca urgente”, tendo em conta os últimos episódios do dia 19 e o aproximar das eleições gerais, de investir numa campanha de educação cívica para uma cultura de paz e de não-violência, fundamental para retorno a uma geração que valorize a tolerância, a solidariedade, o respeito mútuo e a diversidade de opinião.

Por CNEWS

21/09/2025