Eleições: CNE apela à neutralidade das forças de ordem

31/10/2025 em Política

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Eleições: CNE apela à neutralidade das forças de ordem

O Presidente Interno da Comissão Nacional de Eleições (CNE), N’Pabi Cabi apela para “a cultura de tolerância e de sã convivência”, como também, respeitar e fazer respeitar “os princípios de ética e deontologia eleitoral”.

“Devemo-nos animar neste espaço de liberdade, de esclarecimento e de debate de ideias, com sentido de responsabilidade, defendendo os valores da paz, da independência e da unidade e coesão nacionais, Essa responsabilidade de candidatos e forças políticas, devem estar vinculados a promoção dum debate sério, responsável, transparente, credível, na perspetiva de salvaguardar o direito a informação, dos cidadãos, de forma livre e consciente”, apelou.

Esta sexta-feira (31.10), na conferência de imprensa, o Presidente da CNE fez comunicação alusiva ao início de campanha eleitoral no sábado, 1 de novembro, sublinhando na ocasião que “de forma incontornável, os Partidos, Coligação de Partidos, Candidatos à Presidente da República e Cidadãos em geral, estão todos convocados, para dar brilho a esse debate de ideias”, assegurando que “esse exercício de direitos políticos pressupõe, que todos os atores devem respeitar e fazer respeitar, os princípios e valores, das democracias modernas e pluralistas e o código da conduta eleitoral a evidenciar nesta campanha, enquanto, pedra angular, para a nossa afirmação ativa, na construção do futuro coletivo sólido e resiliente”.

“A missão que nos é aferida, durante os próximos vinte e um dias e não só, deve estar revestida de valores ético-morais, que balizam as nossas condutas, na estrita observância da Constituição da República, Legislação Eleitoral, demais leis complementares e código de conduta eleitoral”, disse N’Pabi Cabi.

O presidente da CNE apelou igualmente, às partes interessadas no processo eleitoral “a absterem-se de utilizar linguagem ou prática de atos que possam incitar o ódio, violência, desordem, injúria, difamação ou tentar contra a honra e a dignidade da pessoa humana”, e para se empenharem e contribuírem na campanha eleitoral, de forma a ser “coroada de êxitos, num clima e ambiente de concórdia nacional”.

Às entidades públicas da Guiné -Bissau, Comissão Nacional de Eleições, apela-as para “preservem o dever de imparcialidade ou seja igualdade de tratamento, isenção e neutralidade, perante as forças políticas e concorrentes, dos pleitos eleitorais”.

“No que tange aos órgãos de comunicação social, estes, devem vincular-se ao dever de tratamento jornalístico, não discriminatório ou tendencioso, devendo para tal, velar pelos princípios e valores da deontologia profissional”, exortou.

Por CNEWS

31/10/2025