FFGB: Ex-membro do Comité Executivo exige suspensão de gastos

07/05/2026 em Desporto

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FFGB: Ex-membro do Comité Executivo exige suspensão de gastos

O ex-membro do Comité Executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau e atual presidente da Assembleia Geral do GDR Quelelé, Fernando Gomes "Fergo", exige transparência e a suspensão imediata de dois gastos que somam 176 milhões de francos CFA. Ele classifica como "inexplicável" a contratação de 26 milhões Francos cfa para limpeza do terreno de Nhacra.

Em carta aberta dirigida hoje (7/5) ao presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira "Caíto", o ex-dirigente critica o momento escolhido para a obra.

“Iniciar estes trabalhos em maio, às vésperas das chuvas, não é planeamento; é uma manobra para queimar orçamento num terreno cujo preço real de compra a FFGB ainda não foi capaz de explicar”, afirma.

Segundo o ex-dirigente, o próprio Caíto teria afirmado publicamente que a responsabilidade pela limpeza seria do vendedor do terreno.

"Se a obrigação não é da FFGB, por que estamos a pagar agora?", questiona Fergo na carta.

O segundo ponto contestado é a aprovação de 150 milhões Francos cfa para painéis solares na sede da FFGB, no bairro de Bandim. Fergo considera a medida "imoral" enquanto "os clubes da 1ª e 2ª divisão e o futebol feminino agonizam sem subvenções".

Na carta, o dirigente afirma que a sede "não é uma central elétrica para o bairro de Bandim" e que a Federação deveria focar em servir o futebol. Ele exige que o valor seja usado para "negociar e liquidar as dívidas institucionais" com a EAGB, em vez de "criar novas frentes de despesa suspeita".

Entre as exigências apresentadas na carta constam: a suspensão imediata dos trabalhos em Nhacra e de qualquer pagamento pela limpeza; o cancelamento da compra dos painéis solares, com redirecionamento dos 150 milhões para pagar subvenções em atraso e dívidas junto à EAGB; e foco total nas competições nacionais, que correm risco com a chegada da época pluvial.

Fergo vincula as cobranças à reabertura do processo "Operação São Tomé e Príncipe" e à crise financeira que "asfixia os nossos clubes". Para ele, "o Comité Executivo tem agora a oportunidade de se retratar".

"Continuar com estas manobras de diversão, no atual cenário jurídico e social, é assumir uma postura de desafio à justiça e ao desporto nacional", escreve.

"O futebol guineense exige luz, sim, mas é a luz da transparência, não a de painéis solares de 150 milhões comprados enquanto os clubes morrem à fome", conclui.

O Jornal Capital News contactou a Federação de Futebol da Guiné-Bissau sobre as denúncias, mas um dirigente ligado a Carlos Alberto Teixeira considerou “sem efeito” as alegações de Fernando Gomes.

Por CNEWS

07/05/2026