WANEP-GB institui Comité de Governança  para apoiar  jovens na paz e segurança

14/05/2026 em Sociedade

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WANEP-GB institui Comité de Governança  para apoiar  jovens na paz e segurança

A Rede da Juventude, Paz e Segurança da Guiné-Bissau (REJUPS-GB) assinou, esta quinta-feira, 14 de maio, um Memorando de Entendimento para a criação do seu Comité de Governança. A cerimónia reuniu organizações parceiras da Rede da África Ocidental para a Edificação da Paz, representantes da sociedade civil e agências da ONU vocacionadas.

No discurso de abertura, a coordenadora da WANEP-Guiné-Bissau, Denise dos Santos Indeque, destacou que a assinatura vai além de um ato administrativo. 

“Estamos a institucionalizar um modelo de governação partilhada, multissetorial e responsável para a Agenda Juventude, Paz e Segurança na Guiné-Bissau”, afirmou.

Criada em 2020 por iniciativa da WANEP-GB, em colaboração com a CEDEAO e com apoio do Governo e de organizações juvenis, a REJUPS-GB inspira-se na Resolução 2250 do Conselho de Segurança da ONU, que reconhece os jovens como atores centrais na prevenção de conflitos e na consolidação da paz.

A nova estrutura, de acordo com a ativista, visa transformar o reconhecimento político da juventude em mecanismos concretos de participação e decisão.

Segundo a coordenadora, o Comité vai clarificar papéis, organizar responsabilidades, fortalecer a transparência e reduzir conflitos institucionais, garantindo coerência estratégica nas ações da rede.

O modelo adotado é inclusivo e reúne organizações juvenis, a sociedade civil e parceiros como a Voz di Paz, o Fórum di Paz, o FINSJOR e o CNJ, que assume o Secretariado Técnico e Administrativo, e agências das Nações Unidas — UNFPA e PNUD. À WANEP-GB, de acordo com Dos Santos, cabe manter a liderança estratégica e a coordenação.

No discurso da coordenadora, foram listados os desafios enfrentados pela juventude guineense, como desemprego, exclusão social, instrumentalização política, violência, migração irregular, consumo de drogas e perda de confiança nas instituições. Ao mesmo tempo, a coordenadora sublinhou a capacidade da juventude para a inovação e a transformação social.

“A questão central é simples: vamos continuar a tratar a juventude apenas como grupo vulnerável, ou vamos finalmente reconhecê-la como parceira estratégica da estabilidade nacional? A REJUPS-GB escolheu a segunda opção”, declarou.

Dos Santos apelou para que o Memorando seja um compromisso vivo com a paz, a inclusão, a participação juvenil e a responsabilização, visando uma Guiné-Bissau mais estável e dialogante.

Por CNEWS

14/05/2026