Pó de terra  reprova discurso de Sissoco

19/06/2025 em Política

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Pó de terra  reprova discurso de Sissoco

O Movimento Cívico Pó de Terra condena o que considera ser "a pratica inaceitável de retirar alunos das escolas para fins políticos, sob protesto de participação na chamada Presidência Aberta", situação que disse no comunicado a imprensa tornado público hoje (19.06) "estar a transformar espaços de aprendizagem em palcos de manipulação ideológica é uma violação do direito a educação e um claro abuso de poder sobre os menores”.

Em várias ocasiões, de acordo com Pó de terra "o Presidente Sissoco tem afirmado que o seu périplo ao interior do país é para escutar o povo".

Situação que para Movimento “ Pó di Terra”, revela na verdade "um instrumento de propaganda eleitoral antecipado, onde se apelam votos para um segundo mandato ilegítimo e inconstitucional, ignorando o clamor popular que exige respeito aos princípios democráticos e o fim do mandato legal".

"Além disso, o movimento cívico desaprovou, também, o discurso proferido recentemente pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, em que este afirmou haver predominância de um grupo étnico no Ministério Público”, escreveu.

Tal declaração, frisou no comunicado, que "não só é infundada, como fere gravemente os laços históricos de convivência e solidariedade entre os povos da Guiné-Bissau, alimentando perigosamente o veneno da divisão em instituições do Estado que deve ser imparcial, representativa e respeitada por todos os cidadãos".

O Movimento Revolucionário “ Pó di Terra” fez lembrar ao Umaro Sissoco que a escolha profissional é um direito fundamental, garantido a todos guineenses, sublinhando que, independentemente, da sua origem étnica, religião, género ou condição social, a meritocracia e esforço individual devem ser os únicos critérios validos no acesso as carreiras públicas.

Perante à situação, o movimento "repudia categoricamente todo e qualquer discurso que promova o tribalismo e a divisão entre os guineenses", e exige "o respeito pela diversidade étnica como riqueza da nação e não como arma politica".

O movimento cívico denuncia "a instrumentalização das crianças e escolas publicas para fins eleitorais e apela aos professores, pais e sociedade civil a não se calaram diante desse abuso", e recorda ao Presidente da República que "o seu mandato terminou, e que insistir na permanência no poder contra a constituição".

"Reiteramos o nosso compromisso com a unidade nacional, a justiça social e a luta por uma Guiné-Bissau livre, democrática e verdadeiramente representativa de todos os seus filhos", lê -se.

Por CNEWS

19/06/2025